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O que fazer?

Mariana ensaiou, durante alguns dias, a dançinha que iria apresentar no dia da festa junina da escola, dançou em casa

com os irmãos e aprendeu a musiquinha. Arrumamos o vestido e a avó comprou os apetrechos do cabelo. Tudo

caminhando para uma linda apresentação na escola. Todos na expectativa.

Dia da festa.

Como todos os dias são corridos para toda mãe super atarefada, esse não seria diferente. Corri depois do trabalho pra

 arrumar tudo e todos pra tal festinha. Com a ajuda da vovó, que nunca falha nesses momentos, chegamos a tempo.

Passamos um tempo entre comer e pescar com as crianças até o momento da tão esperada dancinha da Mariana. Para

 desespero geral da galera, Mariana começou a birrinha, grudou nas minhas pernas e enfiou a cabeça no meio das

mesmas e nem com a ajuda dos santos da festa a guria desgrudou. Conversamos, adulamos, e nada. A menina não queria

dançar. Chorou. Eu me afastei e deixei-a com o pai. Não sabia o que fazer naquele momento, não sabia se brigava ou se

consolava.

Sabe aquelas conversas de rodas de mães psicólogas que tudo que você fala cria traumas na criança?

Então, parecia que cada palavra que eu dissesse para a menina, naquele momento, criaria um trauma imortal. Pensei

que meu silêncio diante daquela situação, também pudesse ser ofensivo para a menina. Na verdade eu não sabia o que

fazer.

Me senti a pior das mães…

Se eu abraçasse minha filha eu estaria apoiando a atitude dela. Se eu brigasse não estaria sendo compreensiva.

Como alguns minutos parecem ser eternos, não é?!

Tudo que eu queria era correr pra minha casa com a minha filha e não pensar em mais nada…

 

 

[pensando] Toda mãe deveria fazer curso de psicologia antes de enfrentar a maternidade.

Eu cedi! É isso mesmo… Mariana com quatro anos me incomodava quase todos os dias para estudar – Quero ir para a escola manhêêê – eu com meus pensamentos rejeitava(mos) a situação. Alguns argumentos me favoreciam; ela é muito nova, pode esperar mais um pouco pra começar a estudar… A escola é longe e vai complicar nosso horário de almoço… Mas a insistência foi tanta que resolvi arrumar um “tapa-buraco” para o problema. Uma avó professora – isso, a avó vai dar aulas particulares para a netinha nas tardes tranqüilas do arborizado sitio – materiais comprados, plano aprovado, vamos lá! A super tática da mãe infalível não durou uma semana… Avó e netinha não levaram o super plano adiante. Volta o problema. Colocar Mariana na escola. A avó, agora, vai levar e buscar a netinha [pra onde fugirei?] Começa a maratona; mochila, lancheira, cadernos, uniforme, lápis, borracha, apontador… E tem mais! Exigência da pequena – Quero tudo da gata Mari – aí a correria aumentou… Calo nos pés do pai [dessa me livrei hehehe] pra encontrar tudo que a princesinha dele exigiu. Enfim, ontem foi o primeiro dia de aula da Mari, meu coração apertou – meu bebê indo pra escola – LINDA! Muito faceira colocou a mochilinha da gata Mari nas costas e partiu como se fosse a 4568ª vez que estava indo pra escola. Ficaram eu e minha insegurança de ‘será que ela vai ficar bem?’ ‘será que vai sentir fome, frio, sono e etc e tal?’ No final da tarde mal agüentava dar a hora de chegar em casa e saber como foi o dia da pequena na escola. Pra minha surpresa ela adaptou-se maravilhosamente bem. Diz minha mãe que entrou na sala como se conhecesse todos há muito tempo… É… Os filhos crescem e voam da nossa gaiolinha…

 

 

 

Ps.: eu queria postar uma foto da pequena e sua mochila, mas o cabo da máquina sumiu [isso é assunto para um próximo post…]

DIA DAS MÃES

Ser mãe é descobrir-se como tal, digo isso porque nem todo mundo que pari é mãe. Ser mãe é uma escolha, é renuncia. Renunciamos nossos sentimentos para, muitas vezes, ver a felicidade dos filhos. Quem nunca fez isso que atire a primeira pedra.

Ser mãe é alegria é tristeza.

É alegrar-se com desenhos sem definições é entristecer-se com atitudes rebeldes.

É um olhar triste que arranca lágrimas.

Ser mãe é abraçar e chorar junto.

Ser mãe é dançar desvairadamente em frente a TV.

Ser mãe é negar um pedaço de biscoito e dizer que nem estava muito a fim de comer mesmo.

Ser mãe é passar noites em claros medindo temperatura.

Ser mãe é rir das peraltices enquanto todos estão querendo matar seu pequeno.

 Ser mãe é assistir quatrocentas e sessenta e cinco vezes o DVD do Procurando Nemo.

É errar tentando acertar.

É chorar de rir.

É levantar numa madrugada fria para ver se todos estão cobertos.

Ser mãe é pensar no almoço que vai fazer para os filhos no dia das mães.

Ser mãe é uma dádiva de Deus.

Só quem é mãe pra entender um sentimento de mãe.

Mães companheiras.

Mães guerreiras.

Mães protetoras.

Mães desvairadas.

Mães desligadas.

Mães choronas.

Mães risonhas.

Mães dupla face.

Mães duronas.

Mães molonas.

Mãe é um ser admirável e abençoado por Deus.

Eu me descobri mãe.

Eu amo ser mãe dos meus filhos!

FELIZ DIA DAS MÃES!

Meus filhos viajaram.

Estou só.

Aquele barulho todo, de crianças brigando, gritando, disputando quem será o último a tomar banho, de quem é a toalha molhada em cima do sofá, quem foi que deixou o copo de suco em cima da mesa do computador, quem comeu biscoito em cima da cama… Está fazendo falta…

Faz falta os gritos:

“Eu não tenho tarefa hoje!”

“Manhê, o maninho me empurrou do sofá, puxou me cabelo e ainda jogou meu chinelo do outro lado do muro!”

“Eu já lavei a louça ontem então hoje não sou eu!”

“Manhêêê, a Mari cortou meu caderno com a tesoura!”

Fazem falta os gestos de carinho, os abraços meigos de Mari, aquela voz doce em meu ouvido: “Eu te amo muito mamãe”.

Cezinha com seu olhar de carinho querendo dizer, “Vc é meu porto seguro mamãe”.

Bruninha com seus abraços delicados e repentinos.

Bê com as conversas inteligentes e perguntas infinitas.

Amanda com sua alegria contagiante e seus abraços sufocantes.

E o silêncio que tanto desejo no horário de pico dentro de casa agora me incomoda – Vá entendê uma mãe – o silêncio é tão ensurdecedor que a última noite me fez perder o sono.

Senti a casa tão grande. Tenho o computador só pra mim, a televisão só pra mim, o sofá só pra mim…

Mas nada disto faz sentido, me alegra, me satisfaz…

A minha vida são os meus filhos.

Bagunça!

Bagunça é o sobrenome da Mari nos últimos dias, meu Deus como esta pequena está aprontando. Ela não para um minuto parece que descobriu a arte de destruir e tirar as coisas do lugar. As irmãs não tem mais paciência de tanta maquiagem que já perderam. Os irmãos estão se escondendo dela para brincar (gritam: com a Mari não dá manhê). E quanto mais eles se escondem e escondem seus pertences mais legal fica a brincadeira para ela.

Agora ela chama os irmãos de maninhos e maninhas tentando cativar os mais velhos pra não ganhar muita bronca. Afinal ela ainda é o bebê da casa….

🙂

::Postei algumas imagens de crianças nas suas bagunças. Momentos como estes valem a pena viver, mesmo que o trabalho de cuidar dos pequenos seja cansativo::

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Nova moradora

Estes têm sido dias de adaptação em nossa casa. Recebemos uma nova moradora. Sim, uma cachorrinha. A princípio não aprovei a idéia, mas o que os filhos não pedem chorando que você não faça sorrindo. O nome da filhotinha é Flor, que por coincidência ou não é o nome carinhoso que chamo minhas meninas. Acredito que Maricota, a dona da Flor, escolheu este nome porque entende que chamando a cachorrinha assim estará demonstrando carinho para com ela (Ordem natural de reproduzirmos o que reproduziram em nós). Mas o objetivo não são aulas de comportamento humano (se é que existe esta matéria em algum lugar) e sim a adaptação da filhotinha.

Eu me preparei psicologicamente pra receber a criatura em questão. Mas nunca há preparação suficiente para uma aventura dessas. Eu nunca cuidei de cachorro, nunca gostei de pegar os bichinhos, sempre achei lindo de longe, e consequentemente nunca tive um. Então vocês imaginem que surpresa a minha quando a filhotinha começou a chorar de madrugada que nem um bebê manhoso. Dormir no meu quarto? Do lado da cama dos filhos? NUNCA!

Surpresa maior foi quando o bichinho fez pipi dentro de casa. Porque ninguém me avisou que eles não vêm domesticados. Que temos que ensina-los.

Eu só pensava no amor de mãe neste momento. Na renúncia do espaço que poderia ser só meu, mas é dos meus filhos também. Eu não vivo sem meus filhos. E meus filhos querem um cachorro. Então…

O cachorro fica!

É serio, eu pedi a Deus capacitação pra amar neste momento. E amar muito. Não é natural em mim cuidar de animal.

E graças a Deus, hoje convivemos muito bem, eu até pego o bichinho no colo. (olha como Deus é bom).

E não poderia deixar de comentar a alegria das crianças, a Maricota está mais calma, eles brincam com a Flor como se fosse outra criança. E não é que a Flor parece entender o que as crianças dizem.

Este post fiz para uma amiga do Twitter em comemoração ao dia das mães, e agora deixo aqui para vocês.

“Espero não ser suspeita para falar dos meus filhos, mas eles são lindos de viver. Amo-os imensamente. É nos pequenos detalhes que ser mãe vale a pena. Tenho cinco filhos e cada um tem sua singularidade. Cada um do seu jeitinho. Todos especiais.

Vivemos momentos maravilhosos juntos, e como toda família, também temos nossas tempestades, discussões, diferenças, somos normais…

Quero contar uma das invenções da minha princesinha Mariana. Ela tem três aninhos. Há um ano atrás começou a moda de chamar de rosa o que para ela era lindo. Imagina como ela gosta de rosa, roupas rosas, sapatos rosas, tudo rosa. E quando ela gostava muito de alguma coisa, dizia: “meu minquedo (brinquedo) é muito rosa”.

Até o dia que cheguei em casa e ela grudou no meu pescoço e disse que estava com muita muita saudade e que eu era muito rosa. “Mamãe você é muito rosa!”. Isso tocou profundamente meu coração, deixou marcas para uma vida. São detalhes que me fazem ser a mais feliz do mundo, a mãe mais rosa do mundo! “